Foi estranho. Foi estranho ver-te ter iniciativa para estar comigo, foi estranho olhar para ti e reconhecer o movimento que fazes com a cabeça sempre que me vês. Foi estranho teres me abraçado, ouvir a tua voz, sentir-te outra vez perto de mim, sentir o teu toque, conversar contigo como se nada tivesse acontecido, ver o teu sorriso, adivinhar as tuas respostas. Foi estranho teres-me agarrado e torturado como antes fazias, foi estranha a nossa despedida, o beijo que me deste e que eu te dei, e o beijo que voltaste a dar-me, não sei bem porquê. Foi estranho entrar em casa com um sorriso nos lábios, chegar a casa deitar-me em cima da cama a lembrar-me de tudo o que já fomos e do que achava que tinha acabado de vez. Lembrar-me do meu melhor amigo e sentir que ele tinha estado comigo há minutos atrás à porta da minha casa em Coimbra. É estranho sentir que o amor ainda não morreu, mas que a esperança sim. E por isso eu hoje digo que não, a esperança não é a última a morrer, ela morre antes mesmo do amor. Só depois disso é que o amor consegue, consegue deixar a vida de lado e fugir, para onde não sei. Foi isso que senti naquela noite, antes de dormir, quando pensava em ti. Senti que sim, eu ainda te amo, mas amo-te menos que ontem, e mais do que amanhã. Porque o amor funciona assim, só se vai quando a esperança já não existe. E em nós já não deposito qualquer gota de esperança, em nós como namorados, como um só, nada de nada. Em nós como amigos? Confesso, a esperança já foi menor. Agora depende de ti, como sempre desde há uns meses para cá.
domingo, 23 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
acho que vou ser muito feliz em Coimbra
Eram seis horas da manhã quando deixei Braga no rasto da memória e parti rumo a Coimbra, rumo a um novo futuro, numa nova cidade e uma nova vida. Com um friozão na barriga, um aperto no peito e o sistema nervoso a atingir o limite lá fui eu. Percorri os quase duzentos quilómetros, sempre com a cabeça em mil e um cenários possíveis para o dia de hoje. E mal cheguei, mal pus um pé em Coimbra, ela recebeu-me de braços abertos e senti-me em casa. Não havia nem ponta de receio na mancha preta que esperava a caloirada à porta da Faculdade de Medicina, nem desconforto pelo desconhecido, nem medo do que virá. Porque Coimbra é isso mesmo, é a casa dos estudantes que chegam, e a saudade dos estudantes que partem. Coimbra é subir as monumentais com um calor abrasador e sentir que não há melhor coisa que estar ali a ser, melhor, a viver a cidade dos estudantes. Coimbra é ir à praça mil quatrocentas e vinte sete vezes para apanhar autocarros, andar de lado em lado e não ver coisa mais engraçada para se fazer nesse dia. Coimbra é passar quatro horas e meia para fazer uma matrícula e sair de lá com um sorriso rasgado. Coimbra é ser praxado pela primeira vez e sentir o coração cheio. Coimbra hoje foi isto, e será, com certeza, muito mais. Eram dezanove horas e trinta minutos quando deixei Coimbra no rasto dos sorrisos e parti rumo a Braga com uma certeza: daqui a uma semana Coimbra também é minha, e eu sou dela.
domingo, 9 de setembro de 2012
Olá Coimbra!
Resultado: Colocada
Instituição: [0504] Universidade de Coimbra - Faculdade de Farmácia
Curso: [9832] Farmácia Biomédica
Instituição: [0504] Universidade de Coimbra - Faculdade de Farmácia
Curso: [9832] Farmácia Biomédica
terça-feira, 4 de setembro de 2012
se lesses isto achavas-me louca (como eu me acho)
Estúpida é a forma como eu começo a sorrir por pensar no teu sorriso. Por pensar no teu olhar enquanto me desafias. Por pensar no teu toque, nos teus abraços apertados. Por pensar nos beijos que me pediste. Por pensar na cumplicidade que nasceu por si só, sem ser preciso semente nem água. Nasceu, simples assim. Simples como nós, como este carinho-que-não-se-explica-e-que-nos-une. Simples. Estúpida é a forma como me derreto quando ouço a tua voz do outro lado, nem que estejas a gozar com o meu sotaque, nem que estejas amuado, eu estou aqui com o sorriso mais parvo do mundo na cara, morta por te dizer que gosto muito de ti e... que tenho saudades tuas. É incrível a forma como a distância me amarrou o coração e não quer mais deixá-lo. Incrível não, é estúpido. É estúpido como tudo o resto que nos envolve, como as conversas, os nomes, as gargalhadas, os momentos, os sentimentos, as lágrimas, os sorrisos, tudo. É tudo a coisa mais estranha que eu já vi, mas é tudo tão bom. Tão doce. Tão quentinho. É assim que eu sou feliz, contigo do meu lado, seja de que forma for. Porque já és especial, e tu sabes disso. Não substituis o homem da minha vida, mas empurraste para o lado o dono do meu sorriso. E é por isso, é por isso que continuamos a ser estúpidos, mas passamos a ser 'estúpidos com coração (♥)'.
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