segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ser Mulher


Já os antigos diziam, uma mulher prevenida vale por duas. Eu gosto de valer por duas, em tudo. Uma mulher só já é fantástica, não acham? Duas numa só é esplêndido. Eu gostava de ser assim, um dois em um. Gostava de ter uma personalidade polivalente e adpatar-me a qualquer situação, sempre sem perder a elegância e a sensibilidade deste ser maravilhoso que chamam de mulher. Não gosto muito de misturar o conceito de mulher com o sexo feminino. Muitos têm a mania de dizer que somos o sexo forte... e sim, tem o seu ponto de verdade. Mas, nem toda a pessoa do sexo feminino é mulher! Aprendam isso, homens. Não é o órgão sexual que define a pessoa como mulher, nós somos mais que isso. Somos coração e pomos o coração em tudo o que fazemos. Cantarolamos para não ouvir o que a razão nos diz e calamo-nos para saborear cada palavra do coração. Preferimos sentimentos a sensações. Preferimos atitudes a actos. Preferimos actos a palavras. Preferimos ter apenas aquele homem a gostar de nós do que ter outros mil e um a amarem-nos loucamente. Sabemos quando temos e quando não temos razão, mas gostamos de ser teimosas. Somos capazes de pedir desculpa só para ficar tudo bem. Somos capazes de tantas loucuras por vocês, homens. Tantas que nem vos passam pela cabeça... porque vêem-nos sempre como pequenas e frágeis princesas. Nós não somos assim, apenas gostamos que nos tratem assim. Que nos tratem como se fôssemos de vidro, e que nos protejam de tudo, e de todos. Mas no final das contas, nós somos mais loucas que vocês, muito mais. Nós somos mais fortes que vocês. Suportamos mais que vocês. Suportamos as mil e uma dúvidas e incertezas que o cérebro feminino gosta de criar, suportamos saudades, ciúmes, medos e sei lá mais o quê que o nosso coração gosta de alimentar. Temos uma imaginação fértil, é verdade. Qualquer coisa é motivo para o nosso maior sorriso, ou para a nossa maior lágrima. Somos inconstantes, sim. Mas somos coerentes naquilo que sentimos e fazemos. Se é isto, é isto até ao fim. Não é por acaso que há um estudo científico que diz que as mulheres têm dificuldade em acabar relações... é que nós não sabemos desistir das coisas, nem das pessoas. Nós gostamos de levar as coisas até um tempo chamado para sempre. Porque somos, também, sonhadoras. Nós somos fantásticas, admitam. Para finalizar, também não é por acaso que esse mesmo estudo diz que os homens têm mais dificuldade em reaprender a viver sem aquela mulher ao seu lado. É que, quer queiram quer não, nós fazemos parte de vocês. Não vale a pena terem medo de admitir, nós já o sabemos.

domingo, 13 de maio de 2012

I won't give up on us


Sabes, cansei. Cheguei àquele ponto em que não dá mais. Estou cansada de correr sozinha atrás da bola e de tentar apanhar borboletas enquanto tu as afugentas. Gosto muito de ti e tu sabes isso melhor que ninguém, mas simplesmente não dá mais. Eu não sou nenhum boneco sempre-em-pé para andares a brincar comigo, eu caio, eu tenho sentimentos, e sofro quando sinto que para ti é indiferente ter-me ou não na tua vida. O pior de tudo é que dizes o contrário, dizes sempre o contrário. Dizes que me queres contigo, mas depois nada fazes. Tu vês as coisas assim? Tu apercebes-te que sou sempre eu a correr atrás de ti, aliás, atrás de nós? É que se sabes isso não entendo porque me continuas a tratar assim. Preferia, simplesmente, que abrisses as cartas sem medo do que eu iria pensar da tua caligrafia, sem medo que eu gozasse com a cor do teu coração ou que achasse bizarra a forma do teu engenho. Preferia que me deixasses de uma vez por todas. Assim é que não dá. Deixas-me confusa... e aquilo que sinto faz-me sempre correr atrás de ti. Depois magoo-me, claro. Tu não tens esse direito. E por isso mesmo, hoje cheguei ao meu limite. Vou largar-te a mão, vou deixar a bola no meio campo, esquecer as borboletas e vou ficar aqui, onde tu sabes, na baliza à espera que chutes a bola ou no banco de jardim à espera que me tragas a nossa borboleta. Não vou desistir, só vou deixar de insistir, entendes? Já não tenho forças para continuar, por isso fico aqui. Se quiseres, vens. Se não quiseres, vai, mas vai sem olhar para trás. Apenas decide-te.

sábado, 12 de maio de 2012

Deixar-me levar é que era bom


Estou cansada de seguir as indicações "para não sofrer" que a sociedade faz o favor de colocar em todos os cantos e esquinas. Estou cansada de forçar a barra porque não quero ir por este ou por aquele caminho. Estou cansada de tentar ser feliz, entendem? É que, caraças. A felicidade não devia vir assim, sem sequer nos apercebermos? Não devia estar escondida numa rua ao virar da esquina e assaltar-nos o coração? Eu sempre defendi isso. Sempre defendi a espontaneidade como um caminho certo de felicidade. E faço o contrário. Faço sempre o contrário. Ando sempre com cuidados excessivos como se carregasse o meu coração num cubo de vidro que não pode, por nada deste mundo, quebrar. Eu sei o que é sofrer e talvez seja por isso que agora me protejo tanto. Mas preferia não ser assim. Preferia deixar-me levar na crista da onda e quando ela rebentasse caía com ela. Corria o risco de me doer horrores o coração e de sentir um arrepio mortal na espinha, mas o que seria isso à beira da sensação de andar lá em cima, sobre o mar com um sorriso nos lábios? O que seria isso há beira das mil e uma recordações de momentos felizes que poderia ter? Entendem o que quero dizer? Fujo tanto do sofrimento que acho que acabo por fugir também da felicidade. Eu não queria isto para mim. Queria prometer-vos, aqui, hoje, que a partir de agora seria tudo diferente. Que eu ia arriscar, ia amar sem quê nem porquê, ia escrever sem medo do que isso me possa provocar, ia fazer tudo o que me viesse à cabeça e mesmo que no fim me visse na merda, diria valeu a pena. Mas não consigo. Não tenho coragem, sou uma cobarde. É isso mesmo, sou uma cobarde. E o do more than just exist fica assim pelo caminho... que raio. É só um desabafo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Parabéns mami linda


Parabéns, Mami. Hoje, ainda mais que domingo, o dia é teu. Hoje completas mais um ano de vida e acredita, és a pessoa que mais me dá prazer dar os Parabéns. É que tu mereces, por sobreviveres sempre mais um ano, no meio de tudo o que te acontece. Não és só um exemplo de mulher, és um exemplo de pessoa. És tão lutadora que oh, quando for grande quero ser como tu, sabes? Eu sei que nós não temos a melhor relação do mundo e que discutimos muitas e muitas vezes, mas isso só acontece porque eu quero que sejas feliz e porque tu queres que eu seja feliz... mas vemos as coisas de maneira diferente. No fundo, nós sabemos que nos amamos, amamos mesmo muito. E já não sabemos viver uma sem a outra. Às vezes tenho pena de não termos uma relação muito afectiva e de não conseguir chegar à tua beira e dar-te um abraço ou dizer-te que te amo, só porque sim. Mas tu sabes isso, não é? Espero que sim. Espero que saibas que eu te amo muito e que te admiro imenso. Sempre que me perguntam qual o meu maior ídolo eu respondo que é a minha mãe. Se não fosses tu... eu já não estava neste mundo. E eu tenho plena noção disso. Tenho plena noção de que se eu hoje sou quem sou, (quase) tudo se deve a ti. Deve-se à educação que me deste. Nunca me faltou tecto, pão na mesa e carinho. És uma e deste-me carinho por dois. Educaste-me por dois. Também é por isso que eu tenho tanto medo em desiludir-te... é que tu matas-te a trabalhar para me dar tudo o que eu quero, para me dares um curso superior e me inserires no mercado de trabalho com um canudo na mão e eu quero muito que tenhas orgulho de mim. Que daqui a uns anos olhes para mim e digas que valeu a pena cada noite mal dormida, cada lágrima sofrida, cada dor de tanto trabalho... tudo, tudo o que fizeste, fazes e eu sei que vais continuar a fazer por mim. E eu prometo, prometo que assim que for independente e a minha vida estabilizar vou fazer de tudo para que tenhas o conforto e a felicidade que eu tenho agora. Parabéns Mamasita, por mais um ano e por seres a mulher de armas que és. Amo-te muito.