Passei no exame de condução, ou seja, já tenho carta. yeeeesss. e o sr engenheiro disse que adorou a minha prova, que conduzo com muita confiança e segurança - ai como isto me faz bem ao ego, ai ai. Logo é o concerto dos LMFAO e eu já estou ansiosa. Gosto muito de vocês.
quarta-feira, 21 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
Olá Primavera!
Querida Primavera, traz-me o sol e o calor, traz-me inspiração, traz-me a tatuagem na nuca, traz-me o segundo furo, traz-me o brilhante no dente, traz-me vontade de estudar, traz-me exames fáceis, traz-me força para não desistir, traz-me amor, traz-me paz, traz-me pessoas novas e mais momentos com as que já habitam aqui no meu pequeno coração, traz-me Coimbra, traz-me Guimarães, traz-me Porto, traz-me Póvoa de Varzim, traz-me Shalom, traz-me ideias, traz-me concertos, traz-me festas, traz-me orações, traz-me conversas profundas e abraços sinceros, traz-me Queimas, traz-me Enterro, traz-me caminhadas, traz-me música, traz-me livros, traz-me roupas novas, traz-me fotografias, traz-me a carta e o carro, traz-me sorrisos, traz-me lágrimas de tanto rir, traz-me planos, traz-me seguidores, traz-me noites de alegria e dias passados na companhia dos sóis da minha vida, traz-me compromissos, traz-me tarefas, traz-me conhecimento, traz-me coisas novas, traz-me coragem, traz-me força, traz-me liberdade, traz-me felicidade e leva... leva este amor por ele, leva os ciúmes, leva as lágrimas que querem cair e eu não deixo, leva as sombras do meu coração e as feridas da minha alma, leva tudo o que não me faz falta, deixa o que preciso e traz o que necessito. Não te peço muito, peço-te apenas um ou dois pacotes de açúcar para este coração. Querida Primavera, sê bem vinda, e sim, já tinha saudades tuas.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Dia do Pai, mais um cliché que eu não entendo
"Para todos os pais, abandonados..um forte Abraço.", é lixado não é? É para veres o que senti quando me abandonaste. E quando voltaste e quiseste mudar a minha vida. Desejei-te um Feliz dia do Pai, mas não devia, fui cínica contigo... tu foste tudo para mim, foste tudo menos Pai. É por isso que eu não entendo puto destes clichés. E estou revoltada porque não devia dizer-te nada hoje, mas o meu coração não deixa. Porque vens com essa conversa de pais abandonados e eu sinto-me mal. E não devia, não devia porque foste tu que me deixaste e apareceste quando o trabalho duro já tinha sido feito. É bom ter filhos e não os educar, não é? Pois deve ser. E deves viver de consciência tranquila a achar que quem está mal sou eu, sou eu porque não te sinto como Pai, porque não te amo. Sim, sou eu. Sou eu que vivi toda a vida com uma mãe a fazer dois papeis. Sou eu que não divido o amor paternal por duas pessoas e reservo-o todo para uma. E sabem que mais? Mãe, feliz dia do Pai.
sábado, 17 de março de 2012
declaro-me refém
Há muito que a escrita me tem como refém, escondida na gruta das tormentas da inspiração e presa ao papel e à caneta. Ela não quer mais que me espremer a alma e aliviar o coração, não quer fazer um pedido de resgate nem quer um helicóptero para poder fugir do plágio em troca da minha liberdade. Não, ela quer-me aqui, presa às amarras deste vício, deste dom, desta coisa que me acompanha na vida que se chama simplesmente vontade incontrolável de escrever. Mas vai alguém perceber criaturas como nós? Criaturas que se refugiam em palavras pelo puro prazer de as libertar, porque não interessa quem lê ou se alguém lê, interessa sim que nós escrevemos. O prazer da escrita está nela mesmo, não nos óscares, não nos prémios nobel da literatura, não na quantidade de pessoas que me lê a alma e me acaricia o ego com palavras doces sobre a forma como estampo o meu engenho numa folha branca. Tudo isso é bom, tudo isso nos dá alento para não desistir de um mundo cruel como é este em que me entranhei faz já algum tempo, tudo isso nos oferece o sorrisinho de orgulho, mas não é aí que está o prazer de nos entregarmos de corpo e alma a este vício. Não é aí que está a recompensa. É aqui dentro, aqui no coração, aqui na alma, aqui não sei bem onde, mas aqui dentro, aqui onde ninguém chega. É aqui, sabem? Aqui onde mora o bichinho da escrita e de onde vem a felicidade. Bem aqui, dentro de mim, dentro de cada um de nós.
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