quinta-feira, 2 de julho de 2015

sexta-feira, 19 de abril de 2013

o último suspiro


Este coração vai morrer. Demorou a ganhar coragem para finalmente o matar, mas aqui estou eu de machado na mão pronta a dar-lhe o golpe final. Já nada disto faz sentido na minha vida e a escrita nestes modos não é coisa para corações como o meu. O meu coração cose-se a cada letra com a linha mais forte que encontra e não há tesoura alguma que a consiga cortar, a não ser o tempo. Este tempo que eu estive daqui afastada, o tempo de luto pelo fim do sonho em que as palavras eram as minhas melhores amigas. Esse tempo acabou. Agora as palavras são só palavras. Não deixei de escrever, nem nunca vou deixar. Apenas deixei de mostrar ao mundo aquilo que me sai da alma porque isso deixou de ser belo. O dom da escrita foi-se embora. Talvez tenha sido o melhor. Talvez o melhor seja mesmo que eu deixe este paraíso onde a intensidade da vida ganha a tonalidade do nosso coração. Talvez o melhor seja mesmo eu deixar este paraíso para quem o merece. Para quem ainda carrega nas veias o dom de escrever e de partilhar com o mundo os escritos que fazem sentido noutros corações, noutras vidas.
Descansem, já não estou mais triste como outrora estivera pelo fim deste sonho cozinhado com cuidado. Já me mentalizei que tudo na nossa vida são paragens e que chega sempre o derradeiro dia da partida. Vou ter saudades, óbvio que vou. Mas vão ser aquelas saudades que vem só para adocicar o sorriso no rosto e fazer-me pensar que a blogosfera fez-me feliz, fez-me crescer e isso é o que fica aqui guardado nas gavetas da memória infiltradas no órgão do amor.
Um Obrigada não chegaria por cada pessoa que aqui passou e que deixou a sua marca não só nos meus blogs, mas na minha vida. Por isso aquilo que deixo para vocês é um grande desejo de que sejam felizes. Já não desejo inspiração a ninguém porque aprendi, com a vida, que isso não se deseja. Ela vem quando quer e vai da mesma maneira, não é caso para dramas... quem escreve tem uma garantia única no mundo, a garantia de que a partir do momento em que a caneta começou a roçar o papel até ao ponto final os sentimentos estão a ser eternizados. E esta é a beleza da escrita. Não é mais nada. São só os sentimentos transformados em desenho em forma de letras. Saem do coração para o papel e do papel para o coração e a vida torna-se mais... mais qualquer coisa. Lá está, depende da tonalidade do nosso coração. Vou-vos contar o último segredo: o meu coração neste momento tem uma tonalidade única, é a tonalidade dos ares de Coimbra. E mais não digo. Mas estou feliz, aliás, eu sou feliz. Só tenho motivos para tal. E chegou a hora do adeus, quero que saibam que gosto muito de vocês e que vos admiro por manterem este paraíso um bom refúgio.
Machado pronto, golpe dado e este Coração sem açúcar acabou de morrer. Não derramou sangue, as veias da inspiração estavam secas. Isto prova que a sentença foi a certa. Adeus.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

hora de voltar a matar


É de noite e eu estou a pensar em ti. Acordei e estou a pensar em ti. É de tarde e estou a pensar em ti. Já está a anoitecer e estou a pensar em ti. E são assim os fins-de-semana passados em Coimbra em que o tédio e a saudade tomam conta de mim e governam a disposição do coração agora pequenino. Não me perguntes porquê, porque é que este amor renasceu assim só porque sim. Não me perguntes porque voltei a pensar em ti e só querer ter-te ao meu lado, ouvir-te dizer que me amas e beijar-te até sempre. Não me perguntes porquê, que eu não sei nem quero saber... só queria que isto passasse. Porque sei que tu já não queres nada e eu continuo a querer tudo. Quero-te comigo e tu não estás. Quero o teu sorriso, os teus abraços, quero alguém para ligar e dizer que estou farta de estar fechada em casa sozinha, quero-te a ti. Quero que venhas buscar-me e vás passear comigo, quero-te a ti. A nós. Ao nosso amor, aquele que existia outrora, tu lembras-te? Lembras-te de como transpirávamos felicidade, de como éramos motivo de inveja de tantos que nos viam? Lembras-te das nossas brincadeiras, da nossa cumplicidade que era precisamente isso, nossa! A forma como nos amávamos e como não conseguíamos esconder isso de ninguém... os mimos, as surpresas, os beijos, as coisas que só nós sabíamos, tudo. Lembras-te? E da felicidade, lembras-te? De dizermos um ao outro o quanto éramos felizes por estarmos juntos? Ainda não entendo porque tudo isso mudou. Nem porque tu continuas a ser o homem da minha vida e eu sou nada para ti. Nem porque este amor voltou a nascer quando eu achava que estava já a morrer, de vez. Nem o porquê de te escrever desta maneira, nem o porquê de nada. Não entendo o meu coração, nem o destino, eles nunca se entendem. E eu precisava disso, precisava da serenidade de um coração contente com o destino e de um destino que seguisse os passos do coração. Só isso, nada mais. Só isso e o nosso amor, eu e tu, outra vez, e desta, para sempre. Mas sei, sei que nada disto vai acontecer e que eu tenho é que recomeçar o processo de assassinato de um amor vádio e persistente. Deixa lá, eu não desisto de mim.... e um dia aprendo a desistir de ti, prometo. E ah! Amanhã isto passa, vou ter mais no que pensar.

sábado, 29 de setembro de 2012

I love you


É incrível a quantidade de vezes que autocarros e comboios já me ouviram chorar, viram-me as lágrimas a escapulir do coração para me acariciar a face numa tentativa falhada de diminuir a noção de distância entre Braga e Coimbra. Mais incrível ainda, é que de todas essas vezes em nenhuma a causa tinhas sido tu, até hoje. Até ao momento em que ouvi o teu adeus e só pensava em ti sozinha, sem mim. Eu lá e tu aí, separadas por duzentos quilómetros, é esta a nossa realidade nos próximos anos. Eu sei que estou bem lá, sei que Coimbra me recebe sempre, sempre de braços abertos prontos a fechar-se num abraço de consolo, mas não sei como ficas. Não sei se choras mal eu viro costas ou se aguentas firme como é teu costume. Não sei se és feliz, ou se preferias que nada disto fosse verdade. Não sei... Mas quero que tu saibas uma coisa. Quero que tenhas a plena certeza de que és o meu maior orgulho e que eu vou dar o meu melhor para ser o teu, para seguir o teu exemplo e ser uma Mulher, com M grande, como tu o és. Quero que saibas que não há ninguém no mundo que ocupe o teu lugar, nem ninguém que eu consiga amar tanto como te amo a ti... porque tu és única e és minha, mami.
24 de Setembro de 2012

domingo, 23 de setembro de 2012

a esperança morre primeiro que o amor


Foi estranho. Foi estranho ver-te ter iniciativa para estar comigo, foi estranho olhar para ti e reconhecer o movimento que fazes com a cabeça sempre que me vês. Foi estranho teres me abraçado, ouvir a tua voz, sentir-te outra vez perto de mim, sentir o teu toque, conversar contigo como se nada tivesse acontecido, ver o teu sorriso, adivinhar as tuas respostas. Foi estranho teres-me agarrado e torturado como antes fazias, foi estranha a nossa despedida, o beijo que me deste e que eu te dei, e o beijo que voltaste a dar-me, não sei bem porquê. Foi estranho entrar em casa com um sorriso nos lábios, chegar a casa deitar-me em cima da cama a lembrar-me de tudo o que já fomos e do que achava que tinha acabado de vez. Lembrar-me do meu melhor amigo e sentir que ele tinha estado comigo há minutos atrás à porta da minha casa em Coimbra. É estranho sentir que o amor ainda não morreu, mas que a esperança sim. E por isso eu hoje digo que não, a esperança não é a última a morrer, ela morre antes mesmo do amor. Só depois disso é que o amor consegue, consegue deixar a vida de lado e fugir, para onde não sei. Foi isso que senti naquela noite, antes de dormir, quando pensava em ti. Senti que sim, eu ainda te amo, mas amo-te menos que ontem, e mais do que amanhã. Porque o amor funciona assim, só se vai quando a esperança já não existe. E em nós já não deposito qualquer gota de esperança, em nós como namorados, como um só, nada de nada. Em nós como amigos? Confesso, a esperança já foi menor. Agora depende de ti, como sempre desde há uns meses para cá. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

acho que vou ser muito feliz em Coimbra


Eram seis horas da manhã quando deixei Braga no rasto da memória e parti rumo a Coimbra, rumo a um novo futuro, numa nova cidade e uma nova vida. Com um friozão na barriga, um aperto no peito e o sistema nervoso a atingir o limite lá fui eu. Percorri os quase duzentos quilómetros, sempre com a cabeça em mil e um cenários possíveis para o dia de hoje. E mal cheguei, mal pus um pé em Coimbra, ela recebeu-me de braços abertos e senti-me em casa. Não havia nem ponta de receio na mancha preta que esperava a caloirada à porta da Faculdade de Medicina, nem desconforto pelo desconhecido, nem medo do que virá. Porque Coimbra é isso mesmo, é a casa dos estudantes que chegam, e a saudade dos estudantes que partem. Coimbra é subir as monumentais com um calor abrasador e sentir que não há melhor coisa que estar ali a ser, melhor, a viver a cidade dos estudantes. Coimbra é ir à praça mil quatrocentas e vinte sete vezes para apanhar autocarros, andar de lado em lado e não ver coisa mais engraçada para se fazer nesse dia. Coimbra é passar quatro horas e meia para fazer uma matrícula e sair de lá com um sorriso rasgado. Coimbra é ser praxado pela primeira vez e sentir o coração cheio. Coimbra hoje foi isto, e será, com certeza, muito mais. Eram dezanove horas e trinta minutos quando deixei Coimbra no rasto dos sorrisos e parti rumo a Braga com uma certeza: daqui a uma semana Coimbra também é minha, e eu sou dela.

domingo, 9 de setembro de 2012

Olá Coimbra!

Resultado: Colocada
Instituição: [0504] Universidade de Coimbra - Faculdade de Farmácia
Curso: [9832] Farmácia Biomédica

terça-feira, 4 de setembro de 2012

se lesses isto achavas-me louca (como eu me acho)


Estúpida é a forma como eu começo a sorrir por pensar no teu sorriso. Por pensar no teu olhar enquanto me desafias. Por pensar no teu toque, nos teus abraços apertados. Por pensar nos beijos que me pediste. Por pensar na cumplicidade que nasceu por si só, sem ser preciso semente nem água. Nasceu, simples assim. Simples como nós, como este carinho-que-não-se-explica-e-que-nos-une. Simples. Estúpida é a forma como me derreto quando ouço a tua voz do outro lado, nem que estejas a gozar com o meu sotaque, nem que estejas amuado, eu estou aqui com o sorriso mais parvo do mundo na cara, morta por te dizer que gosto muito de ti e... que tenho saudades tuas. É incrível a forma como a distância me amarrou o coração e não quer mais deixá-lo. Incrível não, é estúpido. É estúpido como tudo o resto que nos envolve, como as conversas, os nomes, as gargalhadas, os momentos, os sentimentos, as lágrimas, os sorrisos, tudo. É tudo a coisa mais estranha que eu já vi, mas é tudo tão bom. Tão doce. Tão quentinho. É assim que eu sou feliz, contigo do meu lado, seja de que forma for. Porque já és especial, e tu sabes disso. Não substituis o homem da minha vida, mas empurraste para o lado o dono do meu sorriso. E é por isso, é por isso que continuamos a ser estúpidos, mas passamos a ser 'estúpidos com coração (♥)'.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

querida vida académica, eu estou a chegar


Falta menos de uma semana para o futuro de mais de quarenta mil estudantes portugueses ser definido, seja isso bom ou mau, cause isso sorrisos ou lágrimas... será decidido sem grande volta a dar. E cá em casa a tensão já chegou, já paira no ar aquela atmosfera carregada de sonhos e de medos que tanto causa sorrisos inconscientes como dores de cabeça por pensar no que vem aí. Nova cidade, novas pessoas, nova casa, nova vida... E o que mais me inquieta é que esse novo seja todo ele ainda desconhecido. Não sei, não sei onde nem como será o meu futuro e neste momento tudo depende de um simples e-mail a cair na caixa de correio com a resposta tão esperada. Já se contam os dias, já se imaginam cenários, já vejo capas pretas a gritarem-me aos ouvidos para me pôr de quatro, já sonho com a latada que não tarda chega aí, e o curso, as pessoas, os professores, as novas matérias, o novo método de ensino, a liberdade, a saudade da minha terra, da minha gente. Toda a nova vida que me vai embrulhar numa salada feita de felicidade, assim espero. E bem, é assim, é assim que eu digo que começa a minha vida académica. Com este friozinho na barriga e estes mil e um sonhos a rondar-me, esta ansiedade de mãos dadas com o receio. Seja o que for, que seja doce, e que eu seja feliz, que nós sejamos todos felizes. 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

meu gordo,


é incrível como em poucos dias nos tornamos naquilo que já somos, que sendo sincera, não sei bem o que é, como se define este carinho que nos une além e acima de qualquer coisa que se ponha no nosso caminho. Acho que sabes o que sinto, acho que sabes que consegues tocar-me no coração e que sim, és diferente, és diferente de todos aqueles que já vieram nos últimos meses. E és o primeiro, és o primeiro que depois de nove meses me faz afastar dele, o primeiro que me deixa o coração a saltar quando recebo uma mensagem e que me faz olhar para o telemóvel de minuto em minuto quando dormes até a meio da tarde e não me dizes nada até lá. És o primeiro com quem passo horas a falar ao telemóvel o primeiro a quem consigo dizer um 'gosto de ti'. Já falamos tanto nisto, em como é estranha a forma como tudo isto está a acontecer, sempre sem desvendarmos aquele sentimentozinho que vai além da amizade. Mas assim estamos bem, é assim que devemos continuar. O tempo, e o destino, que tratem de nós, que digam aquilo que deve acontecer e o que deve ficar tal como está, ter-te na minha vida já chega, já é a suficiente lufada de ar fresco para o sorriso aparecer quase que inconscientemente. E apesar de tudo, apesar de o destino até agora me querer tramar e me arranjar mais um problema, eu já não consigo afastar-me de ti. És o meu estúpido, e eu gosto tanto de ti.

sábado, 18 de agosto de 2012

eu preciso nem que seja de um adeus



Se algum dia leres isto, liga-me. Liga-me e explica-me o que aconteceu à magia que nos unia os corações por um fio de ouro que sempre foi inquebrável, até tu o largares. Explica-me. Explica-me o que mudou, diz-me porque já não és o meu melhor amigo de sempre. Explica-me, é só isso que te peço. Se quiseres, depois disso, podes desaparecer, podes esquecer que alguma vez me conheceste, que alguma vez trocamos juras eternas de amizade, esquece tudo. Mas primeiro explica-me. Explica-me se há algo que possa fazer para nos ter de volta, para te ter de volta. Explica-me porque é que não és o mesmo comigo, porque foges de mim. Explica-me porque tenho medo de falar contigo. Explica-me porque não somos o que sempre fomos, porque não transformamos o amor que nos uniu um dia num amor de irmãos em vez disto que temos, que é NADA. Explica-me. Diz-me o que posso te dizer, o que tenho que te mostrar. Só te queria comigo, como sempre estiveste para mim, como eu sempre estive contigo. Explica-me o que aconteceu à magia que me fazia sorrir por pensar que tinha o melhor amigo do mundo. Explica-me a ansiedade de estarmos juntos ter desaparecido. Explica-me este desprezo, este não sei nem quero saber. Pode ser a última coisa que me dás, podes dizer que não queres mais ver-me à tua frente, podes dizer o que quiseres, podes matar-me com palavras... mas por favor explica-me. Se me explicares como, quando e o porquê de termos chegado aqui, onde nada se sente, eu ficarei bem. Pode não ser no mesmo momento mas aprenderei a viver com a certeza de ter perdido tudo o que nos restava. Mas assim não, nesta incerteza não.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Até que as palavras se cansem de ti...


Decidi que vou deixar de controlar as palavras. Isso faz-me mal. Tira-me o prazer de ouvir aquele som natural da caneta a roçar no papel sem pensar no que estou a escrever, tira-me a sensação de esvaziar o coração ao som da alma a cantarolar, ou a choramingar, tudo aquilo que carrega cravado nas marcas da vida. Decidi que vou deixar que as palavras voem sem destino pré definido, se chegarem a ti e te tocarem no ombro de raspanço... não ligues, não olhes nem te preocupes. Eu ficarei bem, elas só têm saudades tuas. Saudades de rodopiarem em volta do teu nome até caírem, doidas de contentes. Eu privei-as disso e sei que foi o melhor para mim, ontem. Hoje deixou de ser. Hoje o melhor para mim é escrever-te até o coração se cansar. Até o coração se cansar de ti e deste burro amor que não se suicida. Não vou mais pensar em leitores cansados de ouvir falar de um amor impossível que acabou há longos meses, não vou pensar em críticas à forma como levo a vida na escrita, não vou pensar em mais nada. Vou escrever-te, vou escrever-nos, desenhar-nos nas letras pretas sobre um fundo branco. Vou voltar a sentir-te no prazer da escrita e voltar a trazer-te comigo debaixo do braço para este país das maravilhas. Sempre foi assim, não há outra forma. Não enquanto as palavras não se cansarem de desenhar as letras do teu nome.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

noites (chuvosas) de verão




A chuva a bater na janela e o vento a uivar lá fora é o cenário da noite de hoje. Daqueles cenários de inverno em que a única vontade é ter aqui aquele alguém para nos aquecer o corpo e acalmar a alma. É dormir agarrado, de conchinha, e sentir que não há tempestade que derrube aquele amor que se estende debaixo de lençóis e cobertores, dentro de um quarto modesto. É isso que faz falta, e que torna o inverno tão depressivo e o verão tão apelativo. No verão ninguém se lembra do amor enterrado porque distância de tudo o que aqueça é o que se deseja. Mas no inverno, no inverno as coisas são tão diferentes. Esta trovoada, a que ouvi agora, deixa-nos o coração a tremer com medo que ela entre janela dentro e arrebate ainda mais este órgão pulsante. E no inverno, o frio congela-nos os sorrisos, a chuva encharca-nos a alma como se de lágrimas de saudade se tratasse e o vento leva, sem dó nem piedade, todo o amor que restava pousado nos móveis que já não se usam, e ficamos nós. Nus. Despidos de defesas. Despidos do escudo feito de sol que nos protege da melancolia das noites de inverno. Pois bem, agora nem no verão nos safamos disto. Porque o amor assim o decidiu, decidiu fazer-nos sofrer até nas noites de verão que deviam ser ricas em sonhos acompanhadas por pós de perlimpimpim e que com este som de tempestade que reina neste cenário, passam a ser noites ricas em memórias... memórias daquilo que já devia ter sido esquecido, porque afinal, já foi enterrado.

olá cubos de açúcar

Acabei de voltar das férias deste blog, e trago a mala cheia de palavras para gastá-las aqui, onde todos me entendem e onde ninguém me julga. As saudades apertaram demais. Não tarda deixo-vos um texto escrito ontem, coisas lindas.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Se sentir saudades, irei voltar...

Decidido: vou fazer uma pausa cubos de açúcar. Sabem que podem continuar a contar comigo e que eu não vos vou abandonar... só vou deixar de tentar escrever aqui. O tempo irá mostrar-me o que fazer com este blog. Enquanto isso, podem encontrar-me pelo tumblr, aqui. Gosto muito de vocês.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Quando um blog deixa de fazer sentido é suposto acabarmos com isso? É o que tenho vontade de fazer com este meu coração sem açúcar... mas custa-me.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

hoje pergunto-me onde fui buscar coragem para isto...


Tenho tantas saudades tuas. Não estou a falar contigo D, estou a falar com o meu melhor amigo. Lembras-te dele? Lembras-te de como ele nunca me deixava sozinha, de como me apoiava em tudo, como gostava de mim e se preocupava comigo? Lembras-te de como ele me protegia, de tudo e de todos? E das promessas que me fez... tenho saudades dele. Tenho saudades de saber que se estivesse mal bastava falar com ele para ficar com um sorriso na cara, saudades dos abraços dele, de quando ele me chamava xuxu. Tenho saudades dos tempos em que tinha alguém do meu lado que me conhecia melhor que eu própria. Aquele rapaz que mesmo sem eu dizer alguma coisa sabia como estava e do que precisava. Sabes onde é que ele está? Eu perdi-o na vida. Sabes... fui ambiciosa de mais. Gostava tanto dele que quis amarra-lo para sempre como meu namorado e afinal... afinal o feitiço virou-se contra o feiticeiro e eu perdi-o. Na vida, no tempo e até no coração. E tenho saudades. Muitas. Peço todos os dias a Deus que me traga de volta a minha alma gêmea, mas acho que nem ele sabe onde ela se enfiou. A vida é mesmo assim, feita de caminhos obscuros que se chamam escolhas. Ele escolheu fugir-me e deve ter as suas razões. E não o julgo... apenas tenho saudades. É engraçado como lhe disse isto tantas vezes, e acredita, só agora o estou a sentir mesmo. Pior que saudades de quem está longe a acompanhar-me na vida são as saudades de quem eu amava e perdi. Como esse rapaz de Coimbra, que era o meu melhor amigo além e acima de tudo. Aquele rapaz por quem eu sempre fiz o que podia e nunca neguei uma gota de amizade. Esse rapaz de nome igual ao teu, aspecto igual ao teu, que morava no mesmo sítio e fazia as mesmas coisas que tu, mas que se perdeu algures no tempo. Eu não o encontro. Se o encontrares diz-lhe que a serranita preferida dele tem saudades... está bem? Se não encontrares, simplesmente ignora este desabafo de uma noite solitária.

mensagem escrita a 20 de maio , enviada.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Palavras... porque é que vocês me fogem? Eu preciso de vocês.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

e quando acabar, a culpa será nossa!


Meto a lapiseira no canto dos lábios, levanto a cabeça, desvio o olhar dos livros e pronto. Vou ter contigo. Não sei bem onde nem como mas vou, e por momentos somos só nós. Eu e tu numa dimensão diferente desta em que vivemos. Uma dimensão em que o nosso amor sobreviveu à erosão da vida, onde os cristais da amizade permanecem puros e estáveis quer à superfície, quer na profundidade do nosso ser, e do nosso coração. Uma dimensão onde ainda me consegues fazer sorrir só com o teu olhar. Sabes qual é essa dimensão? Aquela em que vivemos tanto tempo e de onde fomos teletransportados sem sequer darmos por isso. E aqui onde estamos tudo acabou, melhor... passou tudo a ser uma farsa. É isso que nós somos, não é? Uma farsa. Mantemos uma relação plástica para dizermos um ao outro que estamos aqui para o que for preciso e não passamos disso. Não passamos da costa, não metemos os pés no mar com medo de nos molharmos, não passamos a fronteira com medo do território inimigo, é não é? Não passamos do nada com medo de sermos tudo. E com isto ficamos presos por uma linha de dois fios à espera que a vida venha e a rebente. Não será difícil. Nós sabemos isso, mas não fazemos nada. Porque é mais fácil. É mais fácil fingir que está tudo bem em vez de remexer nas feridas, esclarecer assuntos e esperar que elas cicatrizem, de vez. E mesmo sabendo isto, tenho a certeza que vamos continuar assim... porque nós mudamos. Não eu e tu, mas nós. Perdemos os pózinhos de perlimpimpim. Eu acho que eles se foram com as lágrimas. E se foram, não voltam. Assim como o amor, depois de morrer.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

ausência

Dia 19 é o meu primeiro exame e dia 25 o meu último. Até lá, vou estar ausente cubos de açúcar.